sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

CABOCLO AKUAN E OS ASTECAS


Fonte: Terreiro de Umbanda Pai Maneco.


Já a algum tempo a curiosidade sobre a origem do Caboclo Akuan me motivava a pesquisar a cerca do tema. Durante minhas buscas em contextualizar seu Akuan à civilização asteca, fiz uma pausa e durante alguns

CABOCLO PENA BRANCA: O IRMÃO UNIVERSAL


O TEXTO ABAIXO É DE AUTORIA DE EDMUNDO PELLIZARI

RAS ADEAGBO.


Em 1929, o poderoso cacique Pena Branca, líder dos índios Yaki, do
México, liderou uma revolta contra a opresssão e a injustiça que
vitimavam seu povo. Desde este momento, nas terras americanas, o
mito dessa grande entidade nasceu.
Pena Branca é hoje símbolo de liberdade, autenticidade e fraternidade.
Entrando em contato com muitos irmãos de cultos afro-indígenas do
México, Caribe e Estados Unidos, fiz essa pergunta a mim mesmo:
"Será o nosso caboclo Pena Branca, essa mesma entidade ou um
representante dela"...
Certa vez perguntei ao irmão Salinas, curandeiro e médium de uma
tradição espiritualista mexicana, quais as principais entidades que
incorporavam em seu templo. O primeiro nome que ouvi foi: Pena
Branca. Em seguida, comentei que no Brasil, também incorporava um
índio do mesmo nome. Ele não se surpreendeu e disse que outros
"Penas" também frequentavam sua sessão de cura, nada impedindo
que fossem as mesmas entidades.
Longe dali, no Caribe, existe uma religião chamada de Vinte e Uma
Divisões ou Vinte e Uma Linhas, que é parecida com a nossa amada
Umbanda. Nos terreiros desse culto, trabalham destemidos espíritos
de Índios, Pretos Velhos, Exús (ali chamados de Candelos) e outros
espíritos familiares. Na linha de índio bravo, uma das Vinte e Uma Linhas, encontramos também o nosso velho amigo Pena Branca!
Aí ele baixa, firme e elegante, dando brados e vivas imponentes. Com
ele, também incorporam Àguia Branca, Índio da Paz e outros "Penas":
Pena Azul, Pena Negra, Pena Amarela,etc.
Nos Estados sulistas dos Estados Unidos. existem algumas igrejas
espíritas... Coisa bem diferente, pois por fora parece um templo evangélico e por dentro um terreiro. Os pastores são médiuns e bem
íntimos com as manifestações do mundo invisível.
O espírito principal que chefia essas igrejas, as vezes chamadas de:
"Igrejas Espiritualistas Africanas", é o Chefe Índio Falcão Negro.
Quando o Chefe Falcão se manifesta, ele puxa outros companheiros
das aldeias do astral, como Nuvem Vermelha, Àguia Negra
(nomes de chefes indígenas que existiram) e entre eles está: Pena Branca. Algumas fraternidades esotéricas americanas, que cultuam
os Mestres Ascencionados, com Saint German, El Morya, e outros bem
conhecidos da Nova Era, conhecem um belo Mestre Curador: Ele
aparece como um índio banhado em branca e luminosa luz, dando
sábios conselhos e mensagens, seu nome: Pena Branca!
Em algumas ilhas do Caribe existe um culto chamado Obeah, de
origem africana. Dentro dele são celebrados os mistérios dos espíritos
de origem indígena taino, etnia local. Existem muitas entidades
indígenas, a maioria com comportamento muito arredio e nomes de
animais, Cobra Verde, Pantera Negra, Jaguar Dourado e etc.
Quando incorpora a falange do Povo Alado, simboliza pelos pássaros e
morcegos, um deles tem um destaque especial. Este espírito se apresenta
sério, compenetrado, usa tabaco fortíssimo e uma pena branca na
cabeça, e é chamado Ìndio Pena Branca.
O encontramos novamente na Venezuela, onde existe um culto
belíssimo, semelhante em tudo com a Umbanda de nossa terra. Tem
Caboclo, Preto Velho, Exú, Orixás e tudo de bom. É a tradição de
Maria Lionza, a Rainha Mãe da Natureza.
Na Linha Ìndia, comandada pelo famoso espírito do Cacique
Gaicaipuro, incorporam centenas de caboclos venezuelanos e
americanos. Eles trabalham com pemba, bebidas diversas, água,
cocares, maracás e todo o aparato ameríndio. Chegam bradando e
saudando o povo, que procura semanalmente os irmandades em
busca de alívio, socorro material e espiritual.
Certo dia em Bonaire, uma ilhazinha perto da Venezuela, eu participava
de um culto Lionza. Perto do congá estava um rapaz incorporando um
caboclo. Atento, o índio ouvia pacientemente uma velha senhora e a limpava com um maço de ervas perfumadas. A senhora chorava muito
e tremia. No final da sessão, o semblante dela havia mudado. Felíz,
ela sentou-se no banco da assistência e orava agradecida. Curioso, eu
me aproximei e perguntei o nome da entidade que a atendeu. A velha
irmã respondeu com reverência: O Grande Ìndio Pena Branca!
O tempo passou, e a pergunta ainda batia dentro da minha cabeça:
*Será que é o mesmo Pena Branca...
*Terá esse caboclo conhecido da Umbanda viajado tanto assim...
*Afinal, ele é mexicano, americano ou brasileiro...
*Quem, afinal, nasceu primeiro, o Pena Branca daqui ou o de lá...
Inquietações de um pesquisador, pois os afilhados e médiuns de Pena
Branca não ficam, creio eu, tão preocupados com a sua origem.
Uma bela noite, em um modesto e tranquilo terreiro Umbandista do
interior paulista, acontecia uma gira de caboclo. A líder do terreiro
abriu o trabalho e incorporou. Seu Pena Branca estava em terra, em
todo o seu esplendor e força. Fiquei atento. lembrei-me do Caribe e
pensava em tudo isso que agora escrevo aqui.
O Caboclo Pena Branca riscou seu ponto, pediu um charuto, deu
algumas ordens ao cambono e olhou para onde eu estava. Senti uma
estranha energia percorrer minha espinha. Ele continuou olhando
e acenou. Me levantei e acenei de volta. Foi então que ele falou:
- Filho era eu, se lembra... tem um maço de ervas bem cheiroso para
mim...

SALVE SEU PENA BRANCA!!!

PARA COPIAR, CITE O AUTOR: EDMUNDO PELLIZARI

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

ORIXÁ IEMANJÁ E SUA ATUAÇÃO EM NOSAS VIDAS


Iemanjá é a orixá com maior popularidade e aceitação entre os não
iniciados. De um modo geral, excetuando-se os religiosos ortodoxos e
pouco tolerantes, Mamãe Iemanjá é respeitada e reverenciada em todo o
Brasil. Na Àfrica é conhecida por uma diversidade de nome: Yemowô,
Yewa, Iyamassê, Yemojá entre outros. No Brasil, especialmente na
Umbanda é chamada Iemanjá com "I", e nos cultos de nação, costuma
ser chamada Yemanjá com "Y" ou Yemonjá. Que importam os nomes,
Janaína, sereia, dona dos mares, etc; se todos nós a temos em nossos
corações. Protetora dos pescadores e muito amada pelas pessoas que
vivem à base dessa economia. Encontra um reduto de súditos em Porto
Alegre,Rio de Janeiro, Salvador, entre outras cidades. Sua festa mais
popular acontece no dia 02 de fevereiro, onde seus filhos e devotos
levam suas bem elaboradas oferendas ao mar, outros deixam uma rosa
e há os muitos que não levam oferenda alguma, ou melhor, leva a maior
oferenda que se possa fazer, sua fé e seu amor.
Sua imagem pode ser representada por uma linda mulher branca de
cabelos extremamente longos, por Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa
Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da
Glória; ou pode ser representada por uma bela mulher negra, seguindo
a origem africana. Seu sincretismo com Nossa Senhora facilitou a
aceitação e polarização do orixá entre as pessoas de outras religiões.
Fato é que ninguém tem vergonha de ofertar rosas brancas à Iemanjá
em plena praia lotada, na noite de reveillon.
Sua cor na Umbanda é o azul claro ou azul da cor do mar. em suas
oferendas costumam haver flores brancas, velas azuis, perfumes,
espelhos, frutas, manjar branco, canjica, arroz doce, mel etc.
Outro ponto que facilitou a aceitação desse Orixá é sua imagem
arquetípica da Grande Mãe. Iemanjá é sim, a grande deusa, que me
perdoe, minha amada Mãe Guerreira, Iansã. Todos nós, Umbandistas
nos sentimos um pouco seus filhos, ou netos, já que ela é Mãe de quase
todos os Orixás.
Como Deusa do Mar, representa a fecundidade, da procriação, da
fertilidade e do amor.
Tenho com Iemanjá uma história antiga, em momentos em que a
melancolia, tristeza ou desânimo me invadem, e olha que isso é
muito raro, pois como filha de Iansã com Ogum, dificilmente me
entrego, enfim, nessas circunstâncias, quem penetra minha alma
e a torna limpa e cristalina é querida Mamãe Iemanjá. O interessante
é que ao mesmo tempo que nos acalenta, ela nos reabilita a alegria.
a força e a vontade de continuar, tudo fica claro e mais leve.
Outro momento em que recorri a essa querida, foi quando sofri muito
por um amor complicado, pedi a ela (com fé e determinação, pois de
fato era isso que eu queria) que levasse para mares distantes aquele
sentimento que me tomava por inteiro e obviamente me fazia muito mal.
Foi uma grande benção, em menos de um mês minha vida e meus
sentimentos haviam tomado outro rumo, navegava agora por mares
bem mais calmos e seguros.
Essa Grande Mãe nos acolhe em seu colo sempre que precisamos, a ela
não importa se somos seus filhos (de cabeça) ou de qualquer outro
Orixá.

ODOIÁ MÃE MAIOR
SARAVÁ IEMANJÁ
SARAVÁ SEUS FILHOS.


AUTORIA: CLAUDIA BAIBICH
PARA COPIAR, CITE A FONTE





















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