sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

ANCESTRALIDADE TUPINAMBÁ






Alguns arqueólogos defendem a tese de que há pelo menos vinte mil anos, antes

da colonização europeia, as Américas já eram habitadas

Estima-se que quando da chegada dos europeus, haveriam cerca de cinco milhões

de índios, somente em terras brasileiras. Divididos entre centenas de tribos com

algumas peculiaridades distintas.

A palavra Tupinambá é quase um sinonimo para a palavra índio, pois foi
um dos mais importantes grupamentos indígenas no Brasil,
tronco linguístico Tupi.Formavam uma verdadeira nação que incluía tribos menores com
Os Tamoios, os Temiminós, os Tupiniquins, os Potiguara, os Tabajaras, os Caetés,
os amoipiras, os Tupinás, os Aricobés, e uma tribo também chamada Tupinambá.
Essas tribos que formavam a nação Tupinambá eram independentes, guerreavam
constantemente entre si e praticavam o antropofagismo como costume
ritual-religioso.
A guerra para os Tupinambás, não os excluía do ingresso (após sua morte) na
Terra sem Mal (comparativamente, o paraíso cristão), pelo contrário, aos guerreiros era garantido esse bem.
Os recém natos eram presenteados com um pequeno arco e flecha e um colar
feito de garras de jaguar.
os ritos de passagem para os meninos envolviam a execução cerimonial de
prisioneiro (algo nada raro) e sua primeira mudança de nome, aí sim seria
considerado um homem, com direitos e obrigações. Quanto mais corajoso fosse
o guerreiro, quanto mais conquistas e prisioneiros fizesse, mais nomes simbólicos acrescentava ao seu e assim quantos mais nomes, mais reconhecimento
Mas a honra Tupinambá concedia bons tratos aos seus cativos, como alimentação,
e uma jovem índia que o servisse, inclusive como mulher ( era raro uma índia casar-se virgem, já que era costume oferecer as jovens que ainda não tinham
maridos e nem deveres de fidelidade aos prisioneiros, antes de serem executados
e também aos visitantes ). Essa antropofagia, que choca o homem branco, tanto
o europeu quinhentista, quanto qualquer um de nós hoje, tem que ser entendida
com a nossa tentativa de alienação de nossos conceitos e interiorização e assimilação dos conceitos tribais ancestrais - o que na realidade, nos será impossível. Todavia, as tribos guerreavam entre si de modo quase que igualitário no sentido de: mesmo tipo de armamento, táticas e valores de juízos. As guerras
promovidas pelo homem branco contra os indígenas, envolviam pólvora e metais
o que as tornava desiguais, com o agravante que queriam tomar uma Terra,
a qual não tinham direito.
As tribos Tupinambás que habitavam o litoral brasileiro, foram as que mais
sofreram os impactos com a chegada dos invasores europeus. Umas das primeiras consequências da chegada do homem branco, foram as doenças que traziam consigo, às quais os nativos não tinham defesa, como a varíola, o tétano, doenças venéreas, tifo, lepra, febre amarela, entre outras, aniquilaram milhares de índios,
este foi o primeiro extermínio que sofreriam.
Os bravos guerreiros que sobreviveram às pestes trazidas pelo homem branco, não
teriam um destino mais feliz, padeceriam com a tentativa de escravidão, a aculturação de sua etnia, alienação de seu amor próprio e o extermínio de seu
povo.

CLAUDIA BAIBICH
PARA COPIAR, CITE A FONTE


































TRIBOS INDÍGENAS BRASILEIRAS


Alguns caboclos na Umbanda, usam como forma de identificação o nome de alguma tribo, outros usam um nome indígena e outros ainda optam pela denominação específica da Umbanda, como CABOCLO 7 FLECHAS, por exemplo.

Akuntsu, Anambé,Apinayé, Apiaká,Apurinã, Arara, Araweté, Ashaninka, Assurini,Atikum,Atroari,Avá-Canoeiro, Awá-Guajá,Baniwa, Bororó,Caeté,Carijó, Deni, Enawenê Nauê,Fulni-ô,Gavião,Goitacá,Guajará, Guarani, Hixkaryana, Hupda, Ikpeng, Jamamadi, Jarawara, Juma, Juruna Yudja, Kaapor, Kadiwéu, Kaingang, Kamayurá, Kambimwá,Kanela, Kayapó, Kalapalo, Karajá,Kariri-Xocô, Karipuna, Karitiana, Katukina,Kaxarari, Kaxinawá, Krahô, Kuikuro, Kulina, Makuxi, Mamaindé, Marubo,Mayoruna, Marubo, Matis, Matipu, Maxacali, Mehinako,Mundukurú, Nadebe, Nambikwara, Palikur, Pankarú, Pareci, Pataxó, Potiguara, Rikbaktsa, Sateré-Mawé, Suyá, Suruí,Tabajara, Temiminó,Tamoio, Tenharim, Terena, Tembé, Ticuna, Tiryó,Tremembé, Truká,Tukano,Tupinambá, Tupiniquim, Waiana Apalaí,Waurá, Wai Wai, Waiãpi, Waimiri Atroari, Waurá, Xavante, Xetá, Xokleng, Xucurú, Yanomami, Yawalapiti, Yekuana, Yuhup, Zoé,

VER NESSE BLOG: NOMES INDÍGENAS BRASILEIROS, NOMES INDÍGENAS NORTE AMERICANOS, TRIBOS NORTE AMERICANAS, TRIBOS BRASILEIRAS, INDÍGENAS DA AMÉRICA DO SUL, NOMES DE CABOCLOS NA UMBANDA...

CLAUDIA BAIBICH
PARA COPIAR, CITE A FONTE.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

PAJÉS E XAMÃS








A figura sacerdotal do Pajé (nome tupi guarani) estabelece a intermediação entre os homens e os espíritos ancestrais. Exercendo ainda a função de curandeiro. evidenciando assim, a crença de que as doenças físicas são causadas


por influências espirituais. Essas influências espirituais, para o mal e para o bem


são fortemente marcadas nas culturas indígenas.


E após o período de aculturação sofrida pela imposição do cristianismo e da quase que total extinção de nossos irmãos, o retorno às raízes naturais e ancestrais é um movimento silencioso e constante em todo o mundo.


A doença é entendida como uma saída temporária da alma, enquanto que a morte, seria a saída definitiva.


Outro elemento essencial à elevação espiritual, é a coragem; os covardes, os


que não defendem os seus e a sua terra, não são merecedores de ingressar no


mundo sem mal, ficariam presos à sua alma animal, vagando pelos cemitérios.


A religião indígena é estreitamente ligada à natureza, à terra e tudo o que é


proveniente dela, incluindo o mundo animal (a alma animal)


Os pajés atuam nesse contexto como mediadores entre o sobrenatural e os


humanos, seriam eles mesmos, humanos com poderes sobrenaturais; aptos


à predizer o futuro, dominar de certa forma, mediante à ritos, os fenômenos


da natureza, comunicação com toda o tipo de espíritos, cura do corpo e da


alma, conselheiros pessoais e tribais.


Ocupam posição de alto status e em tempos remotos, eram poupados de


irem às guerras.


Durante a pajelança, ele entra em contato com espíritos desencarnados, que


seriam os responsáveis pelos males causados aos doentes, à fim de afastá-los


e promover a consequente cura.


Essa figura, quase que mitológica vem ressurgindo e se popularizando


entre os homens "brancos" , tanto no xamanismo , quanto nos terreiros de


Umbanda.


Será um modismo... acho que não!



CLAUDIA BAIBICH








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